segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"Poetas e sofrimentos vivem juntos como papel e caneta, como rosas e espinhos. Um completa o outro, como noite e Lua, o amor e a saudade.

 






POBRE POETA




Não poderia, quem sabe, a própria Lua
Iluminar a noite mais escura
Em que se transformou, tão  nua e crua,
A minha vida de dor e de loucura


E fui seguindo numa vã procura
(E é aí que meu erro se situa),
A vida toda na cruel agrura
Que me entristece e que me amua


É muito triste a minha dor antiga
Por mais que  tente esconder e diga
Ser feliz, aconselho não acreditar.


Pobre  poeta, a dor que me castiga
É o mesmo sentimento que me instiga
Ao trabalho indispensável de sonhar

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