
" A DEUS..."
Só
depois que me apaixonei pela moça, vim a saber que ela estava de entrada num
convento. Transformar-se-ia numa Freira
dentro de pouco tempo e as coisas “do mundo” não mais a interessavam. Mas o
caso é ela não tinha entendido bem a minha proposta. Eu mesmo já me andava
sentindo próximo da partida desta para melhor, aos sessenta e tantos anos, e não
era a sua carne que eu pretendia, mas apenas sua alma. Mas acho que até a alma
da linda moça estava comprometida...
Ela é tão linda e eu a amo
tanto
Mas ela nem de leve me
observa…
Soube depois que ela é uma
serva
Do Onipotente, para meu
espanto
E nisso tudo o que mais me
enerva,
A razão do meu maior
quebranto,
É vê-la entregue ao “Santo,
Santo, Santo!”
Sem ligar que de amor minha
alma ferva
Mas eis que compreendo, de
repente,
Que uma mulher assim,
resplandecente
Não poderia entrar nos sonhos
meus.
Não luto mais, aceito tão
somente
E a verdade é tão pura e
transparente:
Ela não é de ninguém. É só de
DEUS!
Um comentário:
Tony, meu querido, que magnífico soneto, que linda e doce inspiração, parece filme... rsrsrs
É sempre muito bom vir aqui desfrutar de suas líricas inspirações.
Mil beijos,
Vânia.
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