“Quem não conhece a ‘lei de causa e efeito’ ? Quem discorda da máxima de ‘colher o que se plantou’, do bem voltando para quem fez o bem e o mal, idem, idem? Pois aí está a minha versão dessa assertiva, palavras que disse a uma antiga, ingrata namoradinha nos tempos de colégio e que, espero, não tenha se concretizado. Guardei a rosa que ela dispensou. Será que ela guardou o soneto?
A MALDIÇÃO DA ROSA
A rosa que lhe dei e que você deixou
Abandonada sobre a minha mesa
Envelhece, perdida na tristeza
E ao desengano e à dor se entregou
Você não pode ver sua beleza,
Sua cor maravilhosa nem ligou,
E o desprezo todo que você deixou
Fez a coitada ao pranto ficar presa
Mas ontem à noite, inesperadamente
No silêncio do meu quarto escuro,
Ouvi a voz da rosa doce e quente:
"Isso eu sei, amigo, creia em mim, eu juro!
Cada flor que se abandona no presente,
É um espinho que se colhe no futuro"

Um comentário:
Tony! Belíssimo soneto!! E melhor ainda é saber que desde jovem você já possui maturidade poética! Parabéns pelo blog e pelo seu talento tão perfeito! Abração.
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